26 outubro 2013

Old Habits Die Hard

Passaram cinco anos desde que comecei a escrever no blog, no inicio usei o blog como um meio para entender meus sentimentos e as coisas que aconteciam naquele momento. O relacionamento que eu tinha era cheio de altos e baixos, mas eu tinha 23 anos. Hoje tenho 28 e vivo as mesmas dores.

Será, que a culpa esta nas pessoas que eu escolho, diga-se são farinha do mesmo saco, ou será que sou eu que tenho um dedo podre ? Acho que sou eu.

Com 28 anos, esperava conhecer alguém maduro para um relacionamento sério, e encontrei alguem muito similar áquele meu ex namorado de 29 anos, imaturo, medroso, covarde, um ser desprovido de qualquer tipo de inteligencia emocional, parado em um trampolim há mil anos, não pula e não desce. Um ser imovel, paralizado pelo medo de enfrentar a vida, e quando digo isso entendo que o medo de me enfrentar seja o menor deles, afinal fui alguém que ele simplesmente ignorou e agiu com o maior descaso.

E aí, fui revisar um texto antigo no qual descrevia as atitudes do meu ex, e percebi que eles são idênticos, com sutis diferenças. Eu já poderia ter aprendido né ? - Aprendido que muitas vezes não importa quanto se goste de alguém, tem pessoas que simplesmente não tem capacidade para amar, e que não estão prontas, e que serão filhos da puta para não avisar desde o inicio que sofrem dessa deficiencia. A vaidade as impede, pois não há nada melhor nesse mundo do que sentir-se amado. Consigo sempre escolher o mesmo tipo para amar: os sem capacidade para se entregar. E eu me pergunto Porquê ???
Em 2 anos, esse cara de agora é o quarto que conheço com essa incapacidade, será que não vai surgir o cara certo? será que eu sempre vou ter que me debater com umas pessoas descapacitadas emocionalmente, despreparadas e medrosas?

Confesso que não vi futuro nos últimos quatro romances, com exceção do ultimo,  e por isso a volta a escrever. Por que dói, e é a sensação mais desconfortável do mundo gostar de alguém e esse alguém te dar as costas como se nada tivesse acontecido. É aquela sensação de estar perdido na estação de trem, todo mundo pegou o seu, menos tu.

Entre tantas semelhanças, uma em especial, a velha sensação de que tudo pode ter sido imaginário, e por mais que custe acreditar, tudo não passava de uma  farsa, encenada por alguém que só queria atenção. Difícil será explicar para o meu coração persistente, que ele apenas foi usado e descartado.