31 maio 2010

I want to go back to the time

when "GETTING HIGH" meant "on a swing",

when "DRINKING" meant "apple juice",

when "LOVE" was "mom's hug",

when "Dad's Shoulder" was "THE HIGHEST PLACE ON EARTH",

when my "WORST ENEMIES" were "brothers and sisters",

when the only thing that could "HURT" were "skinned knees",

when the only things "BROKEN" were my "toys",

and when "GOOD-BYE'S" only meant "till tomorrow''....

By Dana

12 maio 2010

A Sibéria Virtual

Escute: Teitur Louis Louis

Em um sábado frio de um mês de inverno, como uma brasa quente de carvão no meio do gelo, chegou um email teu, estava lá na minha caixa de entrada com as letras em negrito e o envelope amarelo fechado. Primeiro achei que fosse vírus, depois pensei que podia ser uma daquelas correntes que havia sido enviada por engano; mas não, o email era pra mim mesma, como um pedido de paz ou algo similar, e de repente enquanto lia o email, por coincidência ou não, teu nick que há muito estava esquecido na Sibéria virtual, ficou online (totalmente verde).

A brasa começava a derreter a neve que havia cercado nossa convivência por tanto tempo, quase um ano sem trocar uma música, sem compartilhar textos, livros, sites, filmes, bandas novas. As nossas bagagens estavam escondidas no armário do esquecimento abarrotadas de informações para dividirmos. Pouco a pouco fomos partilhando todas as novidades dos nossos interesses em comum.

De repente o gelo começa a virar água, e a frase “Senti Saudades” surge na tela, em itálico, negrito e vermelho, do meu lado as palavras digitadas ficam pressas ao teclado por algum tempo. Até que o choque do inesperado passa e confusa entre a maquiagem que iria usar e os sapatos que estava calçando, respondi um “Eu tb”, em rosa, sem negrito ou itálico.

Enquanto íamos derretendo o gelo com as frases digitadas, as boas lembranças, fugitivas, iam voltando uma a uma através da tela de 8 polegadas em cada nova sentença lida, e apesar da vontade gêmea de ficar em casa e terminar de derreter aquele gelo, eu tinha uma festa para ir, vida real, amigas esperando, musica e gente nova para conhecer. Despedimos-nos e cada um seguiu com seu sábado conforme havia planejado, apesar daquele encontro inusitado.

A cumplicidade, a dependência, a conexão e o timming, antes amigos tão íntimos de nos dois, agora voltavam correndo como passageiros com medo de perder o trem. E apesar de uns dias falar mais e outros menos, nessa semana os passageiros ocuparam seus lugares e andaram no nosso trem por várias horas, mesmo quando nao recebia emails ou o teu nick ficava offline por mais de um dia, não havia perigo para nossos amigos íntimos, afinal o trem continuaria andando quando tu voltasse.

No sábado seguinte, outra mensagem voltou a deixar as minhas palavras pressas no teclado, de novo em vermelho, itálico e negrito no fundo branco dizia: “to aqui, vamos nos ver hoje?”, o medo e o coração pulsavam fortemente dentro de mim, e em rosa sem itálico ou negrito respondi “Ok, mas traz o vinho”.

Até o minuto que antecedeu o abrir a porta, meu coração passou por várias taquicardias e o meu telefone marcou varias vezes o teu número para cancelar aquele encontro, o inconsciente gritava o mais alto que podia: É UM ERRO, É UM ERRO – VEJO LÁGRIMAS, mas o volume mais alto do superego é inaudível ao meu alter-ego.

Após vários goles de vinhos, risadas e olhares cúmplices, a revelação: “Eu ainda estou namorando”, quase silencioso, dito no meio dos dentes, mas ainda perceptível e com a capacidade letal de várias flechadas, estas com ponta de vidro e lançadas em direção ao meu peito a medida em que as palavras eram ditas, elas entravam uma a uma, cravando-se em um espaço familiar que há muito não visitavam.

A brasa, que já havia derretido todo o gelo aquela altura, com a revelação se apagou completamente. O carvão voltou a ser preto. E assim como o carvão também voltei ao meu estágio inicial, totalmente confusa, as idéias e perguntas estourando na minha cabeça como milho no azeite quente, mas inerte o suficiente pra não conseguir abrir a panela e colocar aquelas perguntas pra fora.

Entre risos amarelos, pernas tremulas, corações apertados e dúvidas borbulhantes nos despedimos, aquele sábado poderia ter sido o mais quente do ano, mas independente da estação, ele conseguiu ir além do outono do hemisfério sul foi direto para o inverno glacial da Sibéria. Fechamos as portas das nossas vidas e seguimos cada um com a sua.

Nossos amigos íntimos (cumplicidade, dependência, conexão e timming,) desceram finalmente do nosso trem e provavelmente embarcaram em outro contigo no qual eu não estou. Escuto as musicas que trocamos, reviso meus emails e fico a espera que teu bonequinho apareça nem que seja ausente, mas é em vão teus emails tem outra destinatária, as músicas tocam na minha casa e não na tua, e o teu bonequinho tomou Doril.

A única visita que desde então recebo no meu msn intimo é do Superego, com a mensagem gigante: EU TE AVISEI.

02 maio 2010

Além do Jogo: A Paixão


Por que é tão difícil lidar com a paixão??

Sabemos que é uma sensação que dura um momento, sabemos que algumas vezes dói porque quando lembramos daquela pessoa que é a razão do nosso afeto. Dá uma dor por dentro. Uma coisa que arde.

Queremos repetir mentalmente a todo momento os passos que demos no primeiro encontro, queremos fazer o filme dos momentos que vivemos. Queremos imortalizar as cenas dentro da nossa memória.

E o melhor é saber que esse momento pode durar segundos, ou pode durar uma vida inteira, mas o que importa é que aquele momento existiu,e por um momento tivemos a melhor sensação do mundo. ESTAR APAIXONADO E SER CORRESPONDIDO.

NADA, no mundo, supera a sensação de estar apaixonado de se envolver com uma pessoa. É aquela sensação de que estamos completos.

Olhar as fotos, ouvir as musicas que ouvimos juntos e passear pelo parque das lembranças, e conviver com aquele medo do: “será que vai dar certo? Pq eu quero tanto.”

Sempre que uma paixão chega, não importa nem como e nem pra quem, tenho certeza de que era o que a pessoa precisava naquele momento, por que uma paixão faz tão bem, RENOVA OS ARES.


APESAR DE SER ESSE TURBILHÃO DE UM MILHÃO DE SENSAÇÕES INEXPLICÁVEIS EU ADORO ME APAIXONAR E RECOMENDO.

IS THIS A GAME ???


Falando com uma amiga que não aguenta mais se decepcionar nas suas empreitadas amorosas, entendi que infelizmente essas empreitadas são um jogo.

Os olhares trocados, os sorrisos carregadosss de malícia, os beijos, a ficada, as ligações (as feitas e as não feitas), o dou não dou, o beijo não beijo, falar o que penso ou apenas o que a pessoa quer ouvir, sumir por uns dias pra não parecer fácil; e tudo isso é o LOVE GAME.

O amor é um jogo, não sei se é um Losing Game como diz Amy Winehouse, mas é um jogo.
E agente tem que jogar, clarooo que tu pensa PUTAQUEPARIU, mas infelizmente é assim.
Não é um Big Brother, de buscas de estratégias para ver quem vai ganhar 1milhão, mas a estratégia é para quem vai se magoar menos.

O objetivo, do Love Game, eh proteger o coração das magoas.
O novo desafio meus amores é pensar em qual eh a formula certa para não se magoar, nas aventuras do amor.