04 março 2010

Verão a três...



O verão passou e pelo menos para mim deixou muitas saudades; ficantes novos, galera nova, lugares novos; mas no meio de tudo isto me encontrei com algo que é uma historinha muito batida ultimamente: Um caso a três.
Calma!!!

Não falo dos três na mesma cama, mas um triângulo, com direito a uma das partes mantendo duas ao mesmo tempo. Dois sabem de tudo e a outra de nada.

Só este ano que passou acompanhei de perto várias pessoas que entraram em uma dessas novelas, interpretando algum dos papeis (mais batidos): “O Galinha”, “A Vaca”, e/ou “O (A) Chifrudo(a)”.

Se vocês que estão lendo isto pensarem um pouco, com certeza perceberão que conhecem alguém que esta vivendo isto ou que já viveu e se bobear é vocês mesmos.

Por que é fato, este “fenômeno” se repete e se repete cada dia mais.

O que me pergunto é: porque uma pessoa que esta infeliz no seu relacionamento envolve alguém de fora? Será que duas pessoas vivendo na mediocridade não é suficiente? Ou ainda porque as pessoas envolvidas não conseguem perceber quando estão sendo traídas? E pior ainda, Por que alguém entra na roubada?

Os caminhos que conduzem esses relacionamentos têm vários obstáculos e saídas.

Quem pula a cerca, ou seja, “O (a) Galinha”, sempre é mal-visto, nunca se entende o que o faz buscar fora, não defendo a atitude, mas sabe-se que muitas pessoas não sabem como sair de um relacionamento complicado e algumas vezes essa é a medida extrema para cair fora.

“O (a) Corno (a)”, ele nunca sabe por que isso acontece com ele, para ele estava tudo normal, a namorada sair e ele não ir junto, ou o outro ficar horas falando na internet com outras pessoas e menos com ele (a). Há ainda aqueles indivíduos que acreditam que o outro nunca vai achar ninguém melhor do que ele ou que nunca vai encontrar um fulano que ature as manias do seu amor; e é aí aonde mora o perigo, porque são sujeitos assim que se acomodam e esquecem que em relacionamentos as pessoas têm que ser conquistadas continuamente.

“A Vaca” ou “O Filho da Puta”, é uma pessoa que pode viver de duas formas tudo isso. Ou ela se diverte e leva numa boa, aproveita afinal tem alguém que se sujeita a correr riscos para vê-la, ou, ela simplesmente se apaixona, entrega seu coração para alguém que já tem o coração (ou a vida) ocupado por outra pessoa, e assim passa a viver das promessas vazias que irá ouvir.

De tudo o que já vi e vivi, entendo uma coisa, o grande lance dependerá de como os “jogadores” irão levar o seu “Ménage a trois”, o importante é saber: em que canoa furada se esta entrando e se há um colete salva-vidas por perto.
Obs: Esse texto foi originalmente publicado no Diário da Fronteira em 2008, e ele foi meu primeiro texto oficial.

Um comentário:

Doutrina Cristã disse...

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