29 setembro 2008

AMIGOS

Tem muitoo tempo, que queria escrever um texto e dedicar, a todos os meus amigos que são os grandes responsáveis pela pessoa que me tornei hoje, responsávis pelas alegrias, pelas risadas e pelos choros de saudades.
Entãoo a minha mãe, que é a melhor pessoa que eu já conheci, me mandou este poema do Vinicius.
E leiam, todos meus amigos, estes versos como se fossem meus pq é assim, exatamente assim, que me sinto com relação a todos vcs que AMO MTOO DE PAIXÃO.
Aos que estão longe, e aos q estão perto, aos q não vejo e aos q nunca vi, para aqueles que já ri mto junto, para os que até chorei, para os que fui relapsa, para os que consegui ser uma amiga completa. Para minha familia que é minha amiga; para os amigos que são a familia que criei.
Ainda para os meus amigos que se sentiram atingidos pelo meu BLOG, no bom e no mal sentido.
Para os Johnnies e sabinas.
Enfim
Para todos os meu amigos que eu Reconhecii e cativei, e que estarão para sempre no meu
CORAÇÃOO
ESTE POEMA É PARA VOCES
Amigos
(Vinícius de Moraes)
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor.
Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários.
De como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, trêmulamente construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.